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Um Dia das Mulheres para além das flores…

Dia 8 de março é o Dia das Mulheres. Um dia que é lembrado e comemorado em todas as partes do mundo. É a data na qual pais, filhos e maridos presenteiam suas filhas, irmãs, esposas e mães com flores…

 

Mas será que é só sobre isso?

Um pouco da história…

O Dia Internacional das Mulheres foi oficializado pela ONU apenas em 1975!

Faz pouco menos de 50 anos, dá para acreditar??

A criação da data surgiu de uma série de movimentos e protestos de mulheres ao redor do mundo por melhores condições de trabalho e, também, contra o assédio sexual e o trabalho infantil.

A escolha do dia 8 de março faz referência à Greve das Mulheres contra a guerra, ocorrida na Rússia em 1917. No calendário antigo russo, seu início seria no dia 23 de fevereiro, mas no calendário gregoriano – que é usado por nós –, essa data corresponderia a 8 de março.

Mas o que mudou daquela época para cá?

É claro que as discussões sobre a posição da mulher na sociedade não são recentes e muito menos escassas. Entretanto, continuamos lutando e tentando solucionar os mesmos problemas de 100 anos atrás… 

 

 “Não se nasce mulher, torna-se mulher” 

 

Como já observava a Simone de Beauvoir, em seu livro “O segundo sexo”, o “ser mulher” que somos levadas a acreditar como verdadeiro, na realidade, é uma construção.

 

Muitos insistem na ideia de um “ser mulher” submisso, doméstico – ou domesticado –, frágil e excessivamente sensível, quase irracional. Somos ensinadas a acreditar e aceitar que a mulher, de fato, é um “segundo sexo” – daí o título do livro –, como se houvesse o pressuposto de que o homem é o ser original, e a mulher uma variação imperfeita e inferior dele.

 

Apesar da conquista de vários direitos e de um avanço considerável da própria sociedade em pautas sociais, a estrutura que coordena esse tipo de mentalidade se mantém, assombrando, controlando e contaminando a subjetividade feminina – o nosso “ser mulher”.

 

Nos tornamos mulheres uma vez que, desde a infância, somos ensinadas qual é nosso papel, e instruídas a desempenhá-lo. Ensinamos nossas meninas a fazer as tarefas domésticas, enquanto seus irmãos jogam vídeo-game. Reforçamos, desde muito cedo, que a mulher tem a função de servir, e o homem de mandar.

 

E continuamos, de fato, servindo. Para ser a mulher perfeita é preciso atingir padrões estéticos inalcançáveis. É preciso ser natural, não usar maquiagem, nem fazer qualquer procedimento estético. Mas, ao mesmo tempo, ter celulites, rugas e estrias não é atraente.

 

É necessário ser feminina, mas não ao ponto de ser considerada fútil.

 

É preciso ser inteligente, mas não tanto, porque o excesso pode ser encarado como sinônimo de arrogância.

 

Podemos até trabalhar fora, mas a responsabilidade pela casa e pelos filhos continua sendo da mulher…

 

Para quebrar esse ciclo vicioso que parece não ter fim (mas pode ter), é preciso lembrar que não há nada de natural nessas exigências e expectativas.

 

Por isso, neste 8 de março, não esqueça da origem da data. Não esqueça das milhões de mulheres que lutaram para o nosso avanço até aqui. E que, todo ano, possamos lembrar desse dia, não apenas pelas flores que recebemos, mas pelo símbolo de resistência que ele representa.

Se você sente que precisa de ajuda, nossa equipe de psicólogos especialistas está aqui para te acolher nesse processo.

Vamos conversar? Clique aqui para descobrir o profissional ideal para você!

Equipe Harmonie

Texto: Anna Carolina Cavalheiro

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