Depois de dez anos sem um profissional de psicologia na comissão técnica, a Seleção Brasileira de futebol anunciou a chegada de Marisa Santiago para integrar a equipe.
A notícia chamou atenção e despertou uma pergunta interessante: afinal, o que faz uma psicóloga dentro de um ambiente de alto rendimento como a Seleção?
A resposta vai muito além de ajudar atletas a lidar com nervosismo antes dos jogos.
Na verdade, ela fala sobre algo que atravessa o esporte, o trabalho, os relacionamentos e a vida de qualquer pessoa: como continuamos funcionando quando a pressão parece maior do que conseguimos suportar.

Não se trata apenas de desempenho. Trata-se de humanidade.
Quando pensamos em psicologia do esporte, muita gente ainda imagina alguém ensinando atletas a serem mais confiantes, mais fortes ou mais focados.
Mas o trabalho é muito mais amplo do que isso.
Marisa Santiago, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e mestre em Ciências do Esporte, explica que a psicologia esportiva atua em duas frentes que caminham juntas: a performance e a saúde mental.
Porque por trás do atleta que entra em campo existe uma pessoa.
Uma pessoa que sente medo, ansiedade, insegurança, saudade da família, dúvidas sobre a própria carreira e o peso de ser observada e julgada por milhões de pessoas.
E, como qualquer ser humano, ela precisa de um espaço seguro para falar sobre tudo isso.
O que ninguém vê quando as luzes se apagam
Vestir a camisa da Seleção Brasileira é um sonho para muitos jogadores.
Mas também pode ser uma experiência extremamente exigente.
Existe a pressão da torcida, da imprensa, das redes sociais e dos resultados. Mas existe uma pressão ainda mais silenciosa: a que vem de dentro.
Muitos atletas chegaram onde chegaram porque aprenderam cedo a não errar, a se cobrar constantemente e a buscar sempre mais. Só que, em um cenário de exposição máxima, qualquer falha ganha proporções gigantescas.
É aí que o acompanhamento psicológico se torna tão importante.
Segundo Marisa Santiago, parte do trabalho envolve auxiliar os atletas a lidar com ansiedade, pressão, liderança, relacionamento com o grupo e gestão dos próprios pensamentos.
Mas existe uma palavra que merece destaque nessa história: acolhimento.
Porque mesmo em um ambiente altamente competitivo, ninguém deixa de precisar ser ouvido, compreendido e apoiado.
O que faz um psicólogo dentro de uma equipe esportiva?
O trabalho acontece em diferentes frentes e vai muito além de conversas pontuais antes de uma partida.
Gestão emocional sob pressão
Aprender a reconhecer emoções, entender seus impactos e desenvolver recursos para lidar com elas sem ignorá-las ou ser dominado por elas.
Relacionamentos e dinâmica de grupo
Um time é formado por pessoas com histórias, expectativas e personalidades diferentes. Conflitos, dificuldades de comunicação e desafios de liderança podem afetar diretamente o desempenho coletivo.
Momentos de transição
Uma convocação inesperada, uma lesão, a mudança para outro clube ou até o encerramento da carreira exigem adaptações emocionais importantes.
Saúde mental fora de campo
A vida do atleta não acontece apenas durante os 90 minutos de jogo. Questões familiares, relacionamentos, exposição pública e preocupações pessoais também fazem parte da sua realidade.
Prevenção
Assim como existe uma equipe cuidando da saúde física, a psicologia ajuda a identificar sinais de sofrimento emocional antes que eles se transformem em problemas mais graves.
Por que demoramos tanto para falar sobre isso?
Durante muito tempo, o esporte foi atravessado pela ideia de que demonstrar vulnerabilidade era sinal de fraqueza.
Buscar ajuda psicológica era visto, por muitos, como algo incompatível com a imagem de um atleta forte e preparado.
Hoje sabemos que não é assim.
Reconhecer emoções, pedir ajuda e cuidar da saúde mental não enfraquece ninguém. Pelo contrário: amplia recursos para lidar com os desafios que inevitavelmente fazem parte da vida.
A contratação de Marisa Santiago é um marco
Existe uma frase que ela usou ao ser apresentada que diz muito sobre o momento: “É um grande marco, não só para mim, mas principalmente para a psicologia do esporte.” Com a Copa do Mundo se aproximando, essa mudança pode chegar na hora certa.
Talvez você nunca entre em campo diante de milhares de pessoas
Mas é possível que conheça a sensação de precisar continuar mesmo estando exausto.
- O profissional que precisa tomar decisões importantes enquanto lida com suas próprias inseguranças.
- A mãe que tenta dar conta de tudo e sente que nunca faz o suficiente.
- A pessoa que se cobra o tempo todo, que raramente desacelera e que carrega sozinha preocupações que ninguém vê.
As situações são diferentes, mas muitos dos mecanismos emocionais são os mesmos.
A autocobrança excessiva. O medo de falhar. A sensação de que não há espaço para demonstrar fragilidade. O peso de sustentar tantas responsabilidades ao mesmo tempo.
Por isso, o cuidado psicológico não é apenas para momentos de crise.
Ele também pode ser um espaço para compreender melhor a si mesmo, desenvolver recursos emocionais e viver de forma mais equilibrada.
Você não precisa esperar chegar ao limite para buscar ajuda
Seja qual for o campo em que você atua, o trabalho, a família, os relacionamentos, o cuidado emocional faz diferença.
Na Harmonie Instituto, há 12 anos acompanhamos pessoas em diferentes momentos da vida.
Algumas chegam com uma demanda específica. Outras apenas percebem que algo não está bem e desejam entender melhor o que estão sentindo.
Nosso time é formado por psicólogos especialistas, mestres e doutores, oferecendo atendimento presencial no Tatuapé e também online, para quem busca mais praticidade e flexibilidade.
Se você se identificou com alguma parte deste texto, talvez isso seja um sinal importante para olhar com mais carinho para o que está vivendo hoje.
Estamos aqui para acolher você e caminhar ao seu lado nesse processo.