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Sete atitudes que fortalecem a sua relação com você mesmo

Existem frases que parecem simples, mas que podem nos fazer parar por alguns instantes e pensar: “Será que eu tenho feito isso por mim?”

“Priorize a sua saúde mental.”
“Diga não sem precisar se explicar.”
“Pare de tentar controlar o que não depende de você.”

Por trás dessas frases, existem atitudes que podem transformar a maneira como nos relacionamos com nós mesmos. E, muitas vezes, elas também apontam para algo que estava sendo deixado de lado há bastante tempo: nossos limites, necessidades, sentimentos e desejos.

Neste texto, vamos olhar para essas atitudes com um pouco mais de calma e entender como pequenas mudanças podem fazer parte de uma relação mais cuidadosa com você mesmo.

 

Por que essas atitudes fazem tanta diferença?

Às vezes, precisamos encontrar em palavras algo que já estávamos sentindo, mas ainda não conseguíamos nomear.

Pode ser aquela dificuldade de descansar sem culpa. A sensação de que você está sempre devendo alguma coisa a alguém. O hábito de dizer “sim” mesmo quando gostaria de dizer “não”. Ou a impressão de que precisa dar conta de tudo sozinho.

Por isso, cuidar da relação consigo mesmo também passa por perceber esses padrões e começar a se perguntar: o que eu preciso neste momento? O que está me fazendo bem? E o que já ultrapassou os meus limites?

 

1. Priorizar a sua saúde mental

Priorizar a saúde mental não significa deixar todo o resto de lado. Significa reconhecer que você também precisa estar na sua própria lista de prioridades.

Cansaço persistente, irritabilidade, falta de motivação, dificuldade para dormir ou sensação constante de sobrecarga podem ser sinais de que algo precisa de atenção. Nem todo sinal de cansaço significa que existe um transtorno, mas ignorar o que você sente por muito tempo também não costuma ajudar. Cuidar da saúde mental pode estar justamente em perceber esses sinais antes de chegar ao limite e buscar recursos para lidar com eles.

Às vezes, esse cuidado começa de maneira simples: respeitar uma pausa, reorganizar a rotina, conversar com alguém de confiança ou procurar ajuda profissional.

 

2. Dizer “não” sem precisar se explicar o tempo todo

Você já sentiu que precisava construir uma verdadeira justificativa para poder dizer “não”? Muitas pessoas têm dificuldade de recusar pedidos porque aprenderam, ao longo da vida, a associar o “não” à rejeição, egoísmo ou culpa.

Mas estabelecer limites também é uma forma de cuidado.

Você pode não querer, não poder ou simplesmente não estar disponível para alguma coisa. E nem sempre precisa apresentar uma longa explicação para que o seu limite seja válido. Aprender a dizer “não” é desenvolver assertividade: conseguir comunicar aquilo que você pensa, sente ou precisa de maneira clara e respeitosa, considerando tanto você quanto o outro.

E, sim, pode dar culpa no começo. Colocar limites também é algo que se aprende.

 

3. Se afastar do que faz mal

Nem tudo que nos faz mal precisa continuar fazendo parte da nossa rotina.

Pode ser uma relação, um ambiente, uma situação ou até mesmo um hábito que vem gerando desgaste constante. Perceber isso nem sempre é fácil. Muitas vezes, permanecemos em determinadas situações porque esperamos que elas mudem, porque temos medo de decepcionar alguém ou porque nos acostumamos tanto com aquele desconforto que ele passa a parecer normal.

Reconhecer o que está fazendo mal não significa necessariamente sair imediatamente de uma situação. Cada contexto tem suas particularidades e, às vezes, existem vínculos e responsabilidades que precisam ser considerados.

Mas perceber o próprio desgaste já é um começo. Você não precisa ignorar aquilo que sente para provar que consegue suportar.

 

4. Respeitar o seu próprio tempo

Existe uma pressão para estar sempre avançando.

Superar rápido.
Decidir rápido.
Produzir mais.
Voltar ao normal.

Só que nem tudo funciona nesse ritmo.

Cada pessoa tem uma maneira e um tempo próprios para atravessar mudanças, perdas, frustrações e momentos difíceis. Respeitar esse processo não significa ficar parado ou desistir de seguir em frente. Significa entender que nem todo processo precisa acontecer na velocidade que o mundo espera de você.

Talvez você ainda esteja elaborando algo. Talvez precise de mais tempo para tomar uma decisão. Talvez hoje simplesmente não seja um bom dia.

 

5. Escolher onde coloca a sua energia

A nossa atenção e a nossa energia são recursos limitados.

Quando tentamos responder a todas as demandas, acompanhar tudo nas redes sociais, atender às expectativas de todo mundo e resolver todos os problemas ao mesmo tempo, pode sobrar muito pouco espaço para aquilo que realmente importa. Por isso, escolher onde colocar a sua energia também é uma forma de autocuidado.

Pergunte-se:

“Isso realmente precisa da minha atenção agora?”
“Isso está sob minha responsabilidade?”
“Isso é importante para mim ou estou tentando corresponder à expectativa de alguém?”

Nem tudo precisa ser resolvido por você. Nem tudo precisa ser acompanhado. E algumas coisas podem simplesmente esperar.

 

6. Se colocar em primeiro lugar sem culpa

Para muitas pessoas, essa pode ser uma das atitudes mais difíceis.

É comum aprendermos, ao longo da vida, a colocar as necessidades dos outros antes das nossas. Cuidar, ajudar, estar disponível e dar conta das responsabilidades pode acabar parecendo mais importante do que perceber como nós mesmos estamos. Nesse contexto, cuidar de si pode até despertar culpa.

Mas existe uma diferença entre ignorar o outro e reconhecer que você também merece cuidado. Se colocar em primeiro lugar não significa deixar de considerar as pessoas que fazem parte da sua vida. Pode significar perceber que você também tem limites, necessidades e desejos que merecem espaço.

Às vezes, cuidar de si é dizer: “Agora eu preciso de uma pausa.” Em outras, é reconhecer que você não consegue assumir mais uma responsabilidade. Ou simplesmente escolher algo que faz sentido para você.

Cuidar de si não é deixar de se importar com os outros. É lembrar que você também faz parte dessa equação.

 

7. Parar de tentar controlar o que não depende de você

Uma parte importante do sofrimento pode surgir quando gastamos muita energia tentando controlar aquilo que está fora do nosso alcance.
A opinião de outra pessoa.

Uma decisão que alguém precisa tomar.
O resultado de algo que já aconteceu.
A maneira como alguém vai reagir.

Isso não significa que devemos simplesmente “deixar para lá” tudo aquilo que nos preocupa. Significa aprender a diferenciar aquilo que está sob nossa responsabilidade daquilo que não está. Você pode escolher como vai responder. Pode comunicar seus limites. Pode tomar decisões de acordo com os seus valores. Mas não pode controlar todas as respostas, comportamentos ou escolhas das outras pessoas.
Às vezes, abrir mão desse controle não resolve o problema, mas pode devolver uma energia que estava sendo gasta tentando resolver o que não estava nas suas mãos.

 

E existem outras atitudes que também merecem espaço

Essas sete atitudes não são uma lista fechada. Cuidar da relação consigo mesmo também pode envolver pequenas mudanças no cotidiano, como:

  • Pedir ajuda quando precisar. Você não precisa esperar chegar ao limite para reconhecer que precisa de apoio.
  • Descansar sem precisar “merecer”. Descanso não precisa ser uma recompensa por ter produzido o suficiente.
  • Reconhecer seus limites físicos e emocionais. Perceber que você está cansado, sobrecarregado ou sem espaço para mais uma demanda também é informação importante.
  • Permitir-se sentir. Nem toda emoção precisa ser resolvida imediatamente. Às vezes, precisamos primeiro compreender o que estamos sentindo.
  • Ter momentos que não precisam ser produtivos. Nem todo tempo livre precisa se transformar em uma tarefa, meta ou obrigação.
  • Reconhecer suas próprias necessidades. Perguntar “o que eu preciso?” pode parecer simples, mas nem sempre é fácil quando estamos acostumados a pensar primeiro no que os outros precisam.

 

Isso não é sobre fazer tudo “certo”

É importante lembrar que cuidar da saúde mental não significa transformar essas atitudes em mais uma lista de coisas que você precisa conseguir fazer perfeitamente.

Você pode estabelecer um limite e depois sentir culpa. Pode saber que precisa descansar e ainda assim ter dificuldade para parar. Pode perceber que uma relação está fazendo mal e não conseguir se afastar imediatamente.
Isso não significa que você está falhando.

Mudanças emocionais costumam acontecer aos poucos. Alguns padrões foram construídos durante anos e podem precisar de tempo, reflexão e apoio para serem transformados.

Por isso, talvez a pergunta não precise ser “Estou cuidando de mim o suficiente?”

Pode ser:

“O que eu consigo fazer por mim hoje?”

 

Quando a psicoterapia pode ajudar?

Perceber determinados padrões é um passo importante. Mas, às vezes, entender por que eles acontecem e encontrar maneiras diferentes de lidar com eles pode ser difícil sozinho. A psicoterapia pode ser um espaço para olhar para essas experiências com mais calma, compreender a própria história, reconhecer necessidades e limites e construir novas formas de se relacionar consigo mesmo e com as outras pessoas.

Você não precisa esperar chegar ao seu limite para começar a cuidar da sua saúde mental. Se algum desses pontos fez sentido para você, talvez esse seja um convite para olhar um pouco mais para si, com menos cobrança e mais cuidado.

Na Harmonie, estamos aqui para acompanhar você nesse processo. Clique aqui para agendar sua consulta.

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