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Você cuida de todo mundo. Mas quando foi a última vez que cuidou de você?

Tem dias em que você acorda e já começa cansado. Não é o sono que faltou. É outra coisa, mais difícil de nomear.

Você faz tudo certo. Está presente para as pessoas que ama. Cumpre as responsabilidades do trabalho, da casa, da família. Sorri quando precisa, responde quando chamam, resolve quando algo dá errado. Por fora, tudo parece funcionar.

Mas por dentro existe uma sensação estranha, persistente, de que algo falta. Como se, no meio de tanta entrega, você tivesse ficado para depois. Sempre para depois.

 

Quando aprendemos a ser amados pelo que fazemos

Desde cedo, muitas pessoas aprendem que o amor vem acompanhado de condições. Que ser valorizado depende de ser útil, eficiente, gentil, produtivo. Que o afeto chega quando você entrega, quando resolve, quando não incomoda.

Com o tempo, esse aprendizado vai moldando a forma como você se enxerga. E quando isso acontece por tempo demais, começa a parecer verdade: que você precisa se provar para merecer um lugar. Que descansar é preguiça. Que pedir ajuda é fraqueza. Que cuidar de si mesmo, antes dos outros, é egoísmo.

Não é.

Isso não é fraqueza, nem frescura. É o resultado de uma história que muitas pessoas carregam sem perceber, e que pesa mais do que deveria.

 

O que Walter Riso traz em “Apaixone-se por Si Mesmo”

Walter Riso é psicólogo clínico com décadas de atuação e pesquisa na área da saúde emocional e dos relacionamentos humanos. Em Apaixone-se por Si Mesmo, ele faz algo importante: tira o amor-próprio do campo do clichê e coloca no campo do cotidiano real.

O livro não fala em perfeição. Não pede que você se ache maravilhoso o tempo todo. Ele propõe algo muito mais honesto: construir uma relação com você mesmo que seja respeitosa, duradoura e verdadeira.

Ao longo do livro, Riso mostra como identificar os padrões emocionais que nos colocam em segundo plano, como a dependência afetiva, a autoexigência excessiva e a dificuldade de dizer não. E apresenta o conceito de autonomia afetiva, que é a capacidade de amar e se conectar com as pessoas sem deixar de pertencer a si mesmo.

Não é sobre se isolar. É sobre não se perder no processo de estar com os outros.

 

Por que vale a leitura

A forma como Riso escreve é direta, mas sem dureza. Ele não julga. Ele explica. E ao longo da leitura, muitas pessoas reconhecem, às vezes pela primeira vez, comportamentos que nunca souberam nomear.

O livro pode ajudar a compreender de onde vem a dificuldade de se valorizar, a identificar relações que drenam mais do que nutrem, e a desenvolver recursos internos para lidar com as próprias emoções de um jeito mais saudável.

Não é uma leitura que resolve tudo. Mas é uma leitura que abre portas.

 

Ler é o começo. Mas nem sempre é suficiente.

Existe algo que um livro, por melhor que seja, não consegue fazer: estar com você. Ouvir o que está por trás das palavras. Ajudar a entender o que é específico da sua história, da sua rotina, do que você carrega.

Para isso existe a psicoterapia.

Não como substituta da leitura, da reflexão ou do autoconhecimento. Mas como um espaço onde tudo isso ganha profundidade. Um lugar onde você não precisa ter as respostas prontas, não precisa ser forte, não precisa sorrir se não está bem.

Aprender a se cuidar não é um evento. É um processo. Tem dias melhores, dias mais difíceis, avanços que demoram a aparecer e percepções que chegam de repente e mudam algo por dentro.

Mas tudo começa com uma decisão simples, e ao mesmo tempo enorme: a de que você também merece atenção. Não só o que você faz. Você.

Se estiver pronto para dar esse passo, a Harmonie está aqui 💚

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